O esporte como ferramenta de inclusão social

Com um papel transformador inestimável no processo de socialização, o esporte é uma ferramenta essencial na inclusão de portadores de necessidades especiais. As atividades físicas, além de oferecerem benefícios físicos e mentais a todos, ainda promovem a integração entre os deficientes, já que em sua essência as modalidades esportivas implicam a cooperação e o aprendizado mútuo.

Além de agir como uma verdadeira terapia, os desportos são capazes de promover maior independência, autoconfiança, bem-estar e qualidade de vida àqueles que possuem algum tipo de deficiência. As competições dessa natureza também possuem papel importante não só na melhora da aptidão física, como também incentivam o teste dos limites e das potencialidades, bem como a superação dos atletas.

Ainda assim, somente em 1948 os primeiros jogos adaptados foram realizados. Inicialmente, as competições paralímpicas tinham como objetivo a reabilitação de ex-combatentes, mas com o passar do tempo, elas deixaram de ser vistas como esportes amadores e com função de recuperação para alcançarem o alto nível. Já no ano de 1960, a primeira edição dos Jogos Paralímpicos aconteceu.

Divididas em várias categorias, quase todas as modalidades contam com uma versão adaptada para contemplar os diferentes tipos de deficiências. Entre os desportos náuticos, a vela recebeu seu primeiro impulso nesse segmento em 1980, mas só a partir de 2000 foi incluída oficialmente na competição. O remo faz parte dos jogos desde 2008, enquanto a canoagem fez sua estreia nos Jogos Paralímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Entretanto, ainda que tenham sido conquistados avanços significativos e que os atletas brasileiros sigam recebendo destaque no cenário internacional, o esporte paralímpico ainda enfrenta inúmeros desafios no Brasil. Nesse sentido, é importante destacar as importantes iniciativas que têm sido adotadas.

 No ano de 2018, o Comitê Paralímpico Brasileiro firmou um acordo de cooperação com a Marinha do Brasil. A parceria tem como principais objetivos detectar e desenvolver novos talentos, além de habilitar e capacitar treinadores paralímpicos. Nesse contexto, a Regata Escola Naval, realizada anualmente pela Instituição de Ensino superior da Marinha, disponibiliza em suas competições a categoria de vela adaptada que é subdividida em três classes de barcos a fim abranger todas as necessidades, bastando ao atleta se adaptar para cumprir as provas.

Link permanente para este artigo: http://www.gven.org.br/o-esporte-como-ferramenta-de-inclusao-social/

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será publicado.